Roupa suja

É Cruzeiro Esporte Clube, já vimos dias melhores. E desculpe pela impessoalidade de chamar pelo nome completo, é que a sensação é de distância. Grande parte desse pessoal que anda vestindo sua camisa é estranho pra gente. Seymour? Mas é com “i” ou “y”? E o lateral lá, Mena, né? E tem aquele outro também, o tal do Willian Farias. Era melhor Pará por aqui, mas não vou. Tem roupa suja pra lavar.

O bicampeonato ficou no passado. Para quem estava acostumado com aquele futebol leve e entrosado, essa versão 2015 pouco agrada. Pergunte para si a escalação do time que fez 3 a 0 no Grêmio; mais fácil que lembrar aniversário de namoro. Nosso conjunto atual é tímido na vontade, na forma de jogar, e na relação com a torcida.

Uma parcela disso eu coloco na conta da Trupe do Gilvan. O desmanche levou consigo a identidade: de referência do futebol bonito, passamos para um time sem referência. O Marketing pouco faz para trazer a torcida de volta ao Mineirão. Não há preços mais acessíveis, promoções para não-sócios, ações, vídeos motivacionais… nem um tropeiro mais barato. Nada! Se em campo o time não empolga, que mexam seus pauzinhos nos bastidores. Gilvan, por sua vez, se limita a exercer seu direito de ficar em silêncio. Como diz o ditado, quem cala, consente.

A outra parte quem paga é Marcelo Oliveira e seus comandados. A qualidade técnica da equipe não é lá essas coisas – isso é nítido e ele não pode ser responsabilizado. Mas a falta de ânimo nos dois últimos jogos foi assustadora. Contra o São Paulo a estratégia era empatar, mas a falta de garra de muitos ali sugeria um descompromisso com o objetivo traçado e no agrado aos torcedores,  que na fria noite paulistana, compareceram ao Morumbi. Das duas, uma: ou Marcelo Oliveira não está conseguindo motivar este time, ou estes veem as oitavas-de-final como coisa pouca.  
E é isso que preocupa mais. Estamos às vésperas do confronto que definirá o semestre, e a julgar pela partida de domingo, a ficha do pessoal ainda não caiu. O jogo de volta das oitavas tem um peso enorme e envolve muito mais que só a classificação; além dos onze numerados, entram em campo a confiança, a paciência e a esperança dos oito milhões de cruzeirenses. Se classificar, festa. Se for eliminado, a crise tomará conta da Toca. Não se enganem: o primeiro a pagar o pato (injustamente) será Marcelo Oliveira.
Para quem vive do futebol, o que vale é o resultado. Para quem é torcedor, que acompanha pelo prazer do esporte, a raça e a garra têm uma importância singular, à parte dos títulos. Além da vitória, queremos um time aguerrido, corajoso, sagaz, inteligente e competitivo. Em outras palavras, o próximo jogo é a chance de provar para nós e o mundo com quantas estrelas se faz um campeão. Amanhã será o dia de sanar essas rusgas entre nós, de encurtar a distância. É a hora de tirar essa desconfiança que vem sujando nosso uniforme. E roupa suja, Cruzeiro, se lava em casa. 
E você, o que acha? Fala aí nos comentários!

Comentários

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5 thoughts on “Roupa suja

  1. Fala Arthur, tudo certo?

    A galera da Sampa Azul se reúne na Rua Tabapuã, 1431 para assistir os jogos. É um bar de comida mineira, vale conferir.

    Promessa de casa cheia, tanto no Mineirão quanto no nosso QG.

    Abraço!

  2. Venham apoiar!!! Na raça e na vontade, vamos passar do SP…Se for pra apoiar venha pra Sampa Azul, mas se for pra cornetar pode ficar em casa…kkkkkkkkkkkkk

    Te apoiaremos de coração. Com essa torcida tú serás o campeão!

  3. João,

    acho que o Marcelo Oliveira tem a sua parcela de culpa, será que todas as contratações efetuadas este ano não passaram pela concordância do técnico? Independente do resultado de hoje a barca de jogadores que tem que ir embora já pode ser montada:Mena, Paulo André, Willian Farias,Fabiano, Seymour, Charles e Henrique Dourado para citar alguns.

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