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O “TRI” da Libertadores…

Sim, amigos cruzeirenses. Podem comemorar pois a tão sonhada vaga na Libertadores 2010 é nossa!

O Cruzeiro entrou em campo hoje com dois desafios distintos. Vencer o Santos na Vila e contar com o tropeço de São Paulo ou Palmeiras para beliscar uma das vagas na Libertadores. E apesar de já ter revelado o final desta história logo no primeiro parágrafo, ler como isso aconteceu é tão emocionante quanto a vaga propriamente dita.
Logo nos primeiros minutos de jogo, o Cruzeiro abriu o placar com W. Paulista, em uma bomba no canto direito do gol do jovem goleiro Santista. Minutos depois, quase apliou o placar com um chute do mesmo camisa 9 celeste. Depois disso, o primeiro tempo acabou sem maiores emoções.
Quando o segundo tempo começou, o que se viu em campo foi um Santos mais agressivo e um Cruzeiro preocupado em se defender. Panorama que se intensificou com o gol do Botafogo sobre o Palmeiras.
Estávamos, enfim, dentro do G4 e com a mão na vaga para a Libertadores. Mas nada para o torcedor cruzeirense pode ser fácil ou sem sofrimento. E em um lance do pelo lado direito do Cruzeiro, Mádson faz falta em Jonathan, mas o juiz inverte a infração e pune o lateral do Cruzeiro com o segundo amarelo. Ficamos com um a menos.
O Adílson apostou em uma tática para segurar o resultado a qualquer custo. Colocou o time com 4 zagueiros para segurar a pressão. O que ele não esperava era que o Santos empatasse o jogo em uma falha de marcação dos 4 defensores celestes.
Mais uma vez, uma série de indagações tomavam conta da mente do torcedor estrelado. Será que deixaríamos a vaga espacar, mesmo com tudo conspirando a favor e o Botafogo vencendo o jogo? Será que merecemos mais este castigo em 2009?
Enquanto o Botafogo apliava o placar para 2×0 contra os porcinos, o Cruzeiro sofria para empatar o jogo, com um a menos e 4 zagueiros em campo. Foi então que Adílson deu a sua cartada final… Kléber, o polêmico gladiador do Cruzeiro, entraria em campo para tentar mudar o panorama da partida. Parecia estar escrito. Muitos do que assistiam o jogo comigo apostaram “e não é que o Kléber vai entrar e fazer o gol do Cruzeiro? Podem acreditar.”
Dito e feito! No primeiro chute a gol que deu na partida, na sua volta ao Cruzeiro, o K30 desempatava a partida em favor do Cruzeiro. (Meu Deus, como o pessoal da Sampa Azul vibrou neste gol!)
Mais uma vez, a vaga estava em nossas mãos, e daí até o final da partida, suamos sangue. Principalmente nos 5 minuots finais de jogo, momento em que a torcida do Cruzeiro sempre fica apreensiva. Mas a cota de sofrimento em fim de jogos estava esgotada este ano, e após um ataque perigoso de Neimar que quase empatou a partida no último minuto, o juiz apitou o fim do jogo.
Vibramos muito, mas ainda era preciso agonizar com os minutos finais do jogo contra o Botafogo. E tome mais sofrimento! O juiz deu 4 minutos de acrescimos na partida, tempo suficiente para o Palmeiras descontar faltando 2. Não podia ser verdade. Mais sofrimento?! Depois de uma virada daquelas na Vila!?
Mas o destino não quis que o Palmeiras empatasse a partida e o jogo acabou 2×1 para o “Botazeiro”, que teve direito a gol de Jóbson, futuro craque celeste… rs
E que ironia do destino… o Kléber fez o gol que classificou o Cruzeiro e eliminou o seu amado Palmeiras da Libertadores. Como o mundo gira, heim? Não poderia existir roteiro mais irônico.
Fim de Brasileirão, e o Cruzeiro conquistou o “TRI” da Libertadores. Não o campeonato como queríamos, mas pelo terceiro ano consecutivo, vamos disputar o torneio mais importante da América Latina. Fica a sensação de que podíamos ter conquistado mais, só que para quem viveu receio de cair para a segunda divisão, esta vaga foi de lavar a alma. Como é difícil e louvável esta conquista de hoje.
E cá entre nós… temos ainda um gostinho mais do que especial de ver a “galinhada” assistindo a mais uma vitória do Cruzeiro. Não só acabamos o campeonato na frente do time listrado, como ainda nos classificamos para a Liertadores.
Por isso, para esses torcedores do MST (Movimento dos Sem Time), fica o meu sorriso de time grande e vencedor. A única chance deles comemorarem algo é torcer para o Cruzeiro chegar em decisões para que tenham a “sorte” de algum adversário nos vencer, pois em BH e no Brasil todo, esta camisa listrada já virou motivo de chatota.
Parabéns ao time, ao Adílson Batista e especialmente a torcida celeste que foi um verdadeiro SHOW este ano. Ano que vem, vamos em busca do título que nos escapou este ano.
E não podia acabar esta mensagem de uma forma diferente, se não cantando com vocês a música que acordou todos os vizinhos da Sampa Azul…
“Vamos Cruzeiro querido de tradição,
Libertadores, ser Campeão!”
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Com a mão no caneco… de cerveja!

Depois de tantos resultados adversos no Mineirão, finalmente o Cruzeiro fez valer o fator “mando de capo” e tratou de despachar o Coritiba pelo placar de 4×1.
É bem verdade que a desconfiada torcida estrelada ainda levou um belo susto com o time paranaense abrindo o placar aos 11 do primeiro tempo. Mas a pontaria de Henrique (que este ano acertou tudo e mais um pouco chutando de fora da área) e o oportunismo de Jonathan garantiram a virada cruzeirense ainda no primeiro tempo.
W. Paulista – de pênalti – e o jovem garoto Eliandro trataram de dar números finais a partida, que só não foi mais ampla pois Athirson perdeu um gol feito e o zagueiro do Coritiba, em um lance cômico, tirou uma bola certeira meio que sem querer, quando seu corpo “ricocheteou” na trave celeste.
Embora difícil, o Cruzeiro ainda chega vivo na luta pela Libertadores na última rodada. De todos os adversários, fica nossa torcida para que o Botafogo fuja do rebaixamento derrotando o Palmeiras no Engenhão. E, claro, que o Cruzeiro faça a sua parte contra o Santos.
De qualquer modo, hoje um prêmio de “consolcação” foi dado à torcida celeste. Depois de 35 rodadas, o Cruzeiro ultrapassou o arqui-rival Atlético e fez a alegria de diversos cruzeirenses que fizeram apostas com torcedores galináceos.
Tarda mais não falha! Agora um empate garantirá este prêmio de consolação para a torcida celeste, além de litros e litros de cerveja.. (hahaha). Pelo menos nesta disputa, estamos com a mão no caneco… de cerveja!
Brincadeiras a parte, é pouco para quem teve hoje a certeza de que poderíamos – de fato – ser campeões brasileiros se na hora “H” não tivéssemos falhado tanto.
Que venha o Santos! E que mais uma zebrinha passeie pelos campos de São Paulo e Palmeiras, deixando uma vaguinha na LA2010 para gente.
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O dia do “Fico” celeste.

“Se é para o bem de todos e felicidade geral nação, diga ao povo que fico”.
Não meus amigos, não foi parafraseando D. Pedro I que o treinador celeste confirmou sua presença no Cruzeiro em 2010. Mas sim, Adílson será o comandante estrelado por, pelo menos, mais uma temporada.
Quando o Adílson chegou ao Cruzeiro em 2008, muita gente olhou com desconfiança a chegada daquele desconhecido treinador. Afinal a diretoria havia prometido um técnico de “renome” para a libertadores daquele ano, e Mano Menezes, treinador da moda na ocasião, deu um “toco” na diretoria celeste para acertar com o Corinthians.
Em sua trajetória no Cruzeiro, Adílson sempre foi um camarada um tanto quanto “polêmico”. Logo que chegou, pediu a contratação de três volantes (Henrique, M. Paraná e Fabrício). Destes, apenas Fabrício começou bem, enquanto Paraná (improvisado na lateral direita) e Henrique sofriam com as cobranças da exigente – e chata – torcida do Cruzeiro.
Adepto do futebol moderno, no qual jogadores não guardam apenas uma posição em campo, foi diversas vezes questionado pela torcida, e até hoje “sofre” com um apelido que ele mesmo se concedeu em uma entrevista pós jogo. “O pessoal diz que eu invento, que sou o Professor Pardal”.
Polêmico também no tratamento com a imprensa. Claramente emotivo e dedicado, o treindor não leva desaforo para casa. Responde de forma ríspida a algumas críticas e questionamentos da imprensa mineira. (Eu também responderia de forma mais abrupta aos emplumados disfarçados de jornalistas).
Infelizmente o torcedor, a massa de um modo geral, é teleguiada e compra as picuinhas dissipadas pela imprensa. Por isso o treinador nunca conseguiu ser unanimidade entre os Cruzeirenses.
Particularmente eu acredito muito em duas coisas: Seriedade e Trabalho. E nestes quesitos, acredito que o Adílson se destaque com louvor. Ele é estudioso do futebol, dedicado e trabalhador. Acredita no que faz e é coerente com seus pensamentos. Se por um lado, uma certa teiomosia não faz dele um cara perfeito, por outro a insistência em suas crenças rende frutos. Que o digam M. Paraná e Henrique, que antes foram questionados e hoje conquistaram o respeito da maioria da torcida.
A continuidade de um trabaho sempre rendeu bons frutos aos times que apostaram nessa filosofia. Foi assim com o Muricy no São Paulo e com o Luxemburgo no Palmeiras de 92 e 93, e no Cruzeiro de 2003. Para 2010, teremos os mesmos jogadores, o mesmo treinador e uma vantagem enorme perante times que ainda vão se montar para a próxima temporada.
Nas últimas rodadas, Adílson cativou um pouco mais os torcedores celestes e, hoje, já recebe a admiração de grande parte da torcida. Episódios polêmicos e divertidos como o “Toma” que ele gritou para a torcida logo após um gol, e a fantástica voadora na placa de publicidade no jogo contra o Santo André externaram para todos o lado torcedor e apaixonado do treinador estrelado.
O Adílson comanda o time como se tivesse um “joystick” nas mãos. Grita o tempo todo na beira do campo e nunca deixa de cobrar de seus jogadores. Para os mais racionais, basta olhar para os números de um treinador que apresenta o melhor aproveitamento pós 2003 no comendo do Cruzeiro (e temos que destacar que o Adílson não tem nenhum Alex10 em campo).
Como sou fã de pessoas trabalhadoras e coerentes, não poderia deixar de expressar aqui o meu apoio ao técnico Adílson Batista. Minha torcida ele sempre teve, pois como torcedor, incentivar é minha obrigação. Agora deixo aqui também o meu desejo de boa sorte.
Que ele saiba que muitos vão questioná-lo, que a imprensa vai incomodar e perturbar o ambiente celeste. Mas que ele seja paciente, batalhador e nunca desista pois a maioria está com ele e tem fé no seu trabalho.
E na vida profissional é assim: “Quanto mais se trabalha, mais a sorte aparece”.
Um 2010 campeão para todos nós.
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Matematicamente ainda dá, mas e moralmente?

Não assisti ao jogo do último sábado. Ainda bem, ou não?

Com o empate em 1×1 contra o Atlético-PR, o Cruzeiro conseguiu complicar de vez a sua participação na Libertadores 2010. Como disse o Adílson, treinador celeste, se tivéssemos ganho do Fluminense no Mineirão, este empate seria um resultado normal e aceitável. Não era o caso.
Pelos melhores lances, parece que o jogo foi duro de ver. Deixo aos comentaristas do Blog o espaço aberto para dividirem com os demais amigos um raio-x da partida. Mas, lances a parte, o que conta mesmo é o resultado final.
Mas afinal de contas, para o cruzeirense, o copo pela metade está meio cheio ou meio vazio em 2009?
Para quem leva em consideração que o time estava ameaçado pelo rebaixamento e arrancou com uma das melhores campanhas do 2º turno, o copo está meio cheio. Para aqueles que pesam a perda da Libertadores e viram um time com reais chances de brigar até pelo brasileiro, o copo está meio vazio.
Os mais otimistas dirão que o time disputou 4 torneios em 2009 e ganhou 2, chegou a final de 1, e quase beliscou algo no 4º. Os mais exigentes (grupo no qual me incluo) não consideram o Torneio Verano, nem o Mineiro, conquistas de verdade. (Cá entre nós, confesso não saber qual vale menos).
No fim das contas, fica a esperança de um 2009 melhor. Pela primeira vez em muito tempo, teremos um time montado logo para o comecinho do ano. Falta definir se o Adílson vai comprar essa briga conosco ou não.
Se você, caro leitor, gosta de escritas e se apega a simbologias, mesticismos e amuletos da sorte, saiba que todo ano depois que o Corinthians ganha a Copa do Brasil, no torneio seguinte quem levanta o caneco é o Cruzeiro. Agora decida quão cheio está o seu copo. Se meio cheio pela perspectiva de um título, ou se meio vazio pois isto implicaria em não disputar a Libertadores 2010.
Sinceramente, não sei o que pensar ou esperar. Acho que o time perdeu muito do embalo que o creditava a Libertadores, e dos jogos que restam, o último fora de casa e contra o Santos (do chato Luxemburgo) não me cheira a vitória. Tudo isso, sem contar o “seca seca” que teríamos que fazer nos demais times.
Ou seja, matematicamente dá, mas e moralmente?
Se a vaga vier, vou comemorar… Mas torcer mesmo, vou preferir focar minhas energias positivas para que o Perrela contrate 3 ou 4 jogadores realmente bons para o Cruzeiro para que, enfim, acabemos com este jejum incomodo e inédito na minha vida de 6 anos sem um título realmente grande.
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Um time “broxante”.

Se existe um time capaz de deixar sua torcida apreensiva do início ao fim de um jogo, esta equipe é o Cruzeiro.

Nem mesmo com placares dilatados a seu favor o torcedor cruzeirense tem paz. 1, 2 ou 3 gols de diferença se esvaem em apagões e falhas aparentemente inexplicáveis. Quase sempre com requintes de crueldade, nos minutos finais e acréscimos da partida.

Mas existe explicação sim para isso tudo: falta MALÍCIA ao time do Cruzeiro.
Há quem diga que acidentes acontecem. Mas os jogos contra Vitória, Avaí, Fluminesne e o de hoje, contra o Grêmio, mostram que este time não tem malandragem, maturidade e atenção para segurar um simples resultado.
Segura a bola na lateral, junta 3 ou 4 jogadores para proteger a bola, segura a bola no ataque, não perca gols feitos…. Caia no chão, simule uma lesão, use o veneno de nossos adversário contra eles. Mas não, sempre uma ou outra falha individual, ou um apagão coletivo colocam em cheque nosso time.
Hoje mais uma vez jogamos bem. O Adílson foi ousado, fez o que tinha que fazer. O time também, marcando primeiro gol. Só que mais uma vez, depois de tanto errar, tomamos um gol no fim do jogo… mais um… e saimos do G4.
O Cruzeiro parece aquele garoto que sai na balada, acha a moça mais bonita da noite, ganha ela no papo, com muita luta leva ela para cama e na “hora H”, brocha. Depois do jogo de hoje, ouvi dizer que estão estudando mudar a cor do viagra, pois azul ele não pode ser.
Hoje eu e milhões de cruzeirenses estamos chateados. Depois de maltratar tanto esta torcida em 2009, no último jogo do ano no Mineirão, a diretoria deveria por o ingresso a um preço simbólico. Pois pagar e acompanhar o time com o empenho que esta torcida teve este ano e não encontrar recompensa, merece muito mais do que um simples pedido de “desculpas” por parte dos jogadores.
Em tempo, quero ressaltar a TODOS os cruzeirenses que tiverem a oportunidade de ler este Blog. “Enquanto houver esperança, estarei com o time sem desistir”.
Mesmo com o empate de hoje, entendam que com minhas críticas não proponho uma caça as bruchas, nem mesmo estou culpando A ou B (nem o AB) por absolutamente nada. Quero apenas ressaltar que um time que almeja algo não pode ser tão ingênuo, tem que ser mais malandro.
Agora, mais uma vez, teremos que lutar fora de casa para ganhar uma partida. Uma não, temos que ganhar TODAS as partidas que nos restam para tentar sonhar com algo.
Que sina!