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Desfalcado do Coração.

Quando o assunto é Libertadores, todo mundo pensa em jogos truncados, disputados, com raça, suor e sangue nos olhos. Todo mundo, menos o time que entrou para defender a honra e as cores do Cruzeiro ontem.
Quem acompanha o blog sabe que venho demonstrando preocupações com a frágil defesa celeste. Desde o “clássico”, bolas nas costas de nossos laterais tem sido motivos de constantes pesadelos para nossa torcida.
Não vou enumerar ou apontar falhas individuais, nem mesmo buscar um culpado para explicar esse empate em 2×2 com o fraco Dep. Itália. Mas não posso deixar de ressaltar que o Cruzeiro jogou desfalcado de uma peça importante para qualquer time: o coração.
Faltou entrega, movimentação, vibração e – principalmente – futebol. E hoje a conta deste resultado que nos deixa em situação delicada no grupo 7 da LA não pode ser debitada na conta do juiz, do campo ruim ou mesmo da falta de sorte. Faltou foi futebol mesmo.
O time penou para entrar no jogo. Somente depois de sair em desvantagem aos 11 minutos, o Cruzeiro decidiu colocar a bola no chão e jogar um pouquinho. Com muito custo conseguiu virar o jogo com 2 gols de Kléber, um aos 26 do primeiro tempo, e outro logo aos 5 da etapa complementar.
Curiosamente, este foi o momento em que o Cruzeiro apresentava algo parecido com um futebol descente. E justamente aí, o Adílson optou por 3 zagueiros no time, colocando Gil no lugar de Diego Renan. Maldita lei da “ação e reação”! Minutos depois o Cruzeiro sofreu o empate.
Mas não foi um gol qualquer. Tomamos um gol do McIntosh! Este segunto gol foi injusto pois foi um problema de sistema operacional. A zaga do Cruzeiro joga com Windows 98 e os caras vem com o sistema da Apple? Sacanagem!
Adílson decidiu então retirar do time o único meia que estava em campo (Roger) para a entrada de mais um atacante (Eliandro), inaugurando assim o sistema “3 – Espírito Santo – 7 -1”.
Para complementar, Kléber foi expulso e ficará suspenso do próximo jogo na Libertadores.
Fim de jogo! O Cruzeiro saiu do Brasil para conseguir só um pontinho mixuruca diante do fraco Dep. Itália, na Venezuela. É a primeira vez que sinto um desgosto tão globalizado… rs
Agora é enfiar a faca nos dentes, expremer o que resta de raça neste time apático, e ganhar as 3 partidas que restam. Difícil é, mas quem acompanhou a saga de 1997, sabe do que somos capazes.
Avante Cruzeiro e bola pra frente galera da Sampa Azul. A vitória de hoje fica pendurada para o próximo jogo.
Fica aqui, mais uma vez, o registro da galera que compareceu no QG. Tinha mais gente na Sampa Azul que no estádio na Venezuela… rs
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Com 4×1, dá para reclamar? Dá!

Me desculpem não começar este post com a alegria habitual das grandes vitórias. Quem não viu a partida e vê o placar elástico pós jogo, pode pensar que o jogo foi moleza. Mas, infelizmente, uma vitória – ainda mais por goleada – encobre muita coisa.
O Cruzeiro realmente começou bem o jogo, durante os 5 primeiros minutos de partida, a bola praticamente só ficou no campo de ataque celeste. E o domínio seguiu até 6º minuto quando Thiago Ribeiro abriu o placar, com uma bola no canto direito do goleiro chileno.
Depois do gol, a torcida já esperava por uma goleada. Mas foi o Colo-Colo que resolveu partir para cima. O Cruzeiro tinha um volume maior de jogo, mas errava muitos passes, muitos deles curtos. Com isso, a equipe chilena procurava explorar os contrataques.
Thiago Ribeiro hoje teve a mesma disposição de sempre, correndo e se esforçando, mas prendeu em demasia a bola e conseguiu perder 2 gols incríveis, cara a cara com o goleiro.
Como “quem não faz, toma”, aos 36 minutos Jonathan perde uma bola já dominada no campo de desefa e “doa” o gol da equipe chilena. 1×1 no placar.
Aliás, aproveito a deixa para dar a minha primeira “cornetada”. Depois de ser eleito o melhor lateral do último brasileirão, o Jonathan caiu muito de rendimento. Cheio de “firulas” e pouco eficiente, ele precisa jogar mais com um pouco mais de simplicidade e humildade. Bom lateral ele é, de fato um dos melhores da posição no Brasil. Agora tem se aventurado muito pelo meio do campo e, com isso, não tem atacado nem defendido pela ala direita com o mesmo talento de antes…
Mas enfim… voltando ao jogo, ainda no primeiro tempo, Roger “Secco” fez uma bela jogada no fim do primeiro tempo, driblando 2 jogadores e recebendo um toque dentro da área, em um pênalti claro não apontato pela arbitragem. O primeiro tempo acabou mesmo 1×1.
No mais, o Cruzeiro não parecia perceber a importancia do jogo. Com o triunfo do Velez, nada mais do que a vitória interessava.
Cartões vermelhos… enfim, do outro lado.
As equipes voltaram para a etapa complementar, e o panorama se manteve igual até os 10 minutos. Róger deu lugar a W. Paulista e logo depois, aos 11, Olate faz falta em Kléber e recebe o segundo amarelo e o vermelho.
3 minutos depois, Leo Silva sofre pênalti e Kléber bate para fazer 2×1 para o Cruzeiro. (E quase que o goleiro pegou).
Com a vantagem no placar, o time voltou a dominar a partida, mas ainda assim errava muitos passes, atacavam sem objetividade e eficiência. Mesmo com 1 a menos o Colo Colo não sentia tanto a falta de um jogador e o jogo não havia ficado mais fácil para a equipe celeste.
Como o time chileno não poupava butinadas, não demorou para que mais um jogador fosse expulso. Cereceda foi expulso aos 21 minutos e no lance seguinte, bate rebate na área do adversário e Pedro Ken chuta para marcar 3×1.
Com 2 a menos, o Colo Colo desapareceu de campo. Mas jogadores pouco solidários carregaram demais a bola e perdiam seguidas investidas. Depois de tanto tentar, o Cruzeiro ainda conseguiu mais um pênalti que Kléber converteu para 4×1 aos 26 do segundo tempo. E foi só.
Depois disso, o Cruzeiro rondou, rondou, “sassaricou”, mas não teve competência para marcar mais gols. Até ai tudo bem, não fosse o fato de o time não ter chutado ao gol, recuado diversas bolas e o fato de diversos jogadores não soltarem a bola para o companheiro mais bem posicionados.
Fim de jogo com 4×1, e um gostinho de “podia ter sido melhor”.
Sessão corneta
Dando seqüência aos pitacos corneteiros, chamo atenção para o sistema defensivo do Cruzeiro. Contra o Atlético já não tivemos um bom desempenho. Fosse o time cacarejante uma equipe de verdade, teríamos sofrido mais gols.
Hoje não foi diferente… achei a zaga mal posicionada, jogando sempre em linha. Nossas laterais viraram verdadeiras avenidas e, por ali, adversários tem deitado e rolado.
Nem Pedro Ken, nem o Elicarlos dão a devida cobertura para o Jonathan. E o talentoso Diego Renan parece passar por uma fase de “falta de confiança”. Algo precisa ser feito e urgente. Não demora, pegaremos adversários difíceis e ai precisaremos estar preparados.
Pode até ser que, hoje, eu esteja exigente demais, ou mesmo com o espírito crítico aguçado. Sei que Libertadores é dureza e tudo mais… Mas o futebol deste jogo, nem de longe, satisfez aos exigentes torcedores que compareceram a Sampa Azul. Ficou aquele gostinho de que o time poderia ter jogado mais.
Menos mal que o Adílson também foi crítico ao time e a atitude da equipe no pós jogo, sinal de que o comandante celeste tabém não gostou do que viu, apesar do placar elástico. Sigo confiando no time. Mas torço por um futebol melhor daqui para frente. E você caro leitor, o que acha?
Avante Cruzeiro, rumo ao Tri! Até porque, a gente só critica e cobra de quem sabe que pode corresponder… e este time pode demais!

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É Flanelation… tion…

Quando jogam Cruzeiro e Atlético todo mundo sabe o que vai acontecer: vitória do Cruzeiro no campo e nas arquibancadas. Hoje não foi diferente, mas se engana quem diz que não teve novidade no Mineirão.
A primeira delas foi a “Operação Flanelinha” realizada pela torcida do Cruzeiro, que promoveu uma homenagem ao time Atleticano que guardou nossa vaga na Libertadores 2010 direitinho. A festa azul e branco teve o reforço do laranja de milhares de flanelinhas que coloriram as arquibancadas e divertiram toda a torcida cruzeirense. Criatividade e atitude que foram recompensadas com um 3×1 dentro de campo.
A outra novidade foi a estréia de Roger “Secco”, que entrou bem, mudou a cara do jogo, fez um golaço e ainda se vestiu de Raposão na comemoração.
O jogo.
O primeiro tempo foi truncado. O Cruzeiro mantinha a posse de bola e desarmava bem o adversário, mas as chances mais agudas vinham do lado atleticano. Aos 22 minutos, escanteio para o Cruzeiro e Gil cabeceia uma bola que resvala no zagueiro atleticano e abre o placar do jogo. Cruzeiro 1×0.
Ainda no primeiro tempo, Jairo Campos empatou a partida para o time emplumado. Aos 31 minutos, após uma defesaça de Fábio, ele pegou o rebote e empatou a partida.
O Cruzeiro voltou para o segundo tempo com Pedro Ken no lugar de Diego Renam, e com isso o time ficou um pouco perdido em campo. O Atlético jogava nos contrataques e era mais perigoso na partida. Tanto que, logo no início da etapa complementar, Tardelli marcaria um gol legítimo anulado pelo banderinha. (Azar do Atlético… he he he)
E para os chorões de plantão, que vão creditar a arbitragem a derrota cacarejante, é bom lembrar que, aos 13 minutos, o juizão não marcou um pênalti claro em Kléber, que recebeu um pisão no peito de um jogador do Atlético. Jogada para cartão vermelho.
Aos 27 do segundo tempo, Roger Raposão Secco fez a sua estréia pelo Cruzeiroe mudou o panorâma da partida com ótimas enfiadas de bola, buscando jogo e cantando jogadas para os companheiros. Não havia um cruzeirense que não tivesse convicção que ele estreiaria com gol.
Aliás, o segundo gol celeste nasceu justamente dos pés dele, que cobrou um escanteio na medida para Leo Silva (o carrasco do galinheiro) desempatar a partida aos 37 do segundo tempo.
O gol incendiou a torcida celeste (no Mineirão e na Sampa Azul). Ao som o de “Flanelation” a torcida assistiu Roger fechar a goleada com chave de ouro. Aos 43 do segundo tempo, o meia dominou a bola e bateu bonito de fora da área, cravando 3×1 no placar e o fim de qualquer pretensão atleticana na partida.
Diversão garantida.
Apesar de o jogo de hoje ser como o time do Atlético (ou seja, não valia nada), sempre é bom ganhar da equipe cacarejante de Lourdes. Se no Mineirão a torcida celeste fez bonito, há de se registrar que a galera da Sampa Azul não ficou atrás.
Fizemos nosso mozaico de flanelas, cantamos, gritamos, vibramos… Uma festa qu cgamou a atenção de todos que passavam na Av. Brigadeiro, aqui em Sampa.
Galera da Sampa Azul adere a brincadeira das flanelinhas.
No Mineirão ou no QG da Sampa Azul, a torcida do Cruzeiro é show de bola!
Nos divertimos muito com os gols, com a choradeira atleticana e com o decadente Luxemburgo, que tomou um toco do Cruzeiro, foi provocado pela torcida celeste e saiu distribuindo bananas. A atitude só fez por divertir ainda mais a nação azul.
Aliás, uma cena lamentável daquele que, outrora, já foi o melhor técnico do Brasil.
Parabéns a toda torcida celeste, no Mineirão, em Minas e especialmente aos guerreiros que LOTARAM a Sampa Azul neste sábado.
Abaixo algumas fotos de hoje e um videozinho para dividir com os cruzeirenses, Brasil a fora, um pouco de nossa energia. Mais fotos estão disponíveis no acervo da Sampa Azul.
O próximo encontro dos guerreiros será quarta que vem e você está convidado. Vamos vamos Cruzeiro!
Muita gente presente. Quando o prato é “galinhada”, o QG fica abarrotado.
Acima, 1/3 dos amigos que foram no sábado.
Hoje teve até atleticano na Sampa Azul. Mas esse ai está aprovado, é pé quente! Pena que eu desconfie que ele não volte mais la… rs
(A Sampa Azul dá show até nisso. Torcemos “lado a lado” com nosso rival no maior clima de respeito, amizade e paz. Quem dera este espírito também se espalhasse pelos estádios).
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Vai roubar assim lá na Argentina!

Quando, logo aos 2 minutos de partida, o juiz expulsou o Gilberto por uma bola dividida no meio de campo, daquele momento em diante passei a ver o jogo com uma raiva sem tamanho.
As favas quem diz que a expulsão foi justa. O jogador claremente olha para a bola e não percebe o adversário chegando, o que poderia render com muita rigorosidade um cartão amarelo. Não, o juiz optou por expulsar o jogador do Cruzeiro.
Martín Vázquez é o nome do “bandido” que chacinou o Cruzeiro hoje.
A expulsão se tornou ainda mais injusta quando, no decorrer da partida, os jogadores do fraco time do Vélez despreenderam socos, chutes e cotoveladas na equipe celeste. E mesmo com jogadas ainda mais bruscas, o juiz nada fazia… Ou melhor, distribuiu cuidadosamente cartões amarelos para a equipe do Vélez, de modo a não prejudicar o time da casa.
Já ví muito jogo roubado… Mas a partida de hoje não merece súmula, e sim um “B.O”. E minha indignação é ainda maior pois sei que os cartolas da Conmembol nada farão a respeito. Arrisco a dizer que alguns ainda comemoraram o fato.
Depois vem gente com aquele papinho de que “Libertadores é assim mesmo”. A CBF não poderia aceitar este tipo de coisa, não só pelo bem do Cruzeiro, mas sim por todo o futebol brasileiro que fica a mercê desta “gangue” que fala espanhol.
Bravo como estou agora, não vou nem comentar a partida. Vou apenas apontar algumas observações e perguntas:
Esse time do Vélez é ridículo.
Com 2 a mais, sofreu para fazer o placar de 2×0. Arrisco dizer que se fosse um jogo limpo, com um juiz de verdade, ganharíamos o jogo. E como estes argentinos foram catimbentos. Passam do limite de “malandros” para serem sujos mesmo.
Hoje não entendi o Adílson.
• Quando o Gil tomou o 1º amarelo, pensei: “tomara que ele tire o Gil pois ele está pendurado”. Quando o Leo Silva tomou o dele, pensei: “vamos Adílson, troca um dos zagueiros pois ambos pendurados vai dar expulsão”. Dito e feito. Pessoalmente, achei que o treinador foi imprudente. Vendo a arbitragem como estava, deveria ter se precavido e sacado um dos zagueiros pendurados.

• Tenho para mim que o Thiago Ribeiro era o melhor homem do Cruzeiro em campo. Não entendi a sua saida logo nos primeiros minutos do 2º tempo. Foi tão rápido que nem deveria ter voltado depois do intervalo.

• Jogo truncado, o time suando sangue e as raras situações de gol saíam de bolas paradas. E justamente o Kléber, jogador que prende a bola e chama faltas, é sacado do time.

• Todo jogo que o Caçapa entra ele vai bem. Até gols ele tem feito. O jogador disputou copa da UEFA, é experiente, marcou nada menos que Messi e Cristiano Ronaldo… Mas quem entra é o Thiago Heleno.

• Como falta malandragem para esse time do Cruzeiro. 3ª Libertadores seguida e o time não aprendeu ainda a ser malandro. Param para pedir impedimento, entram na onda de argentino. Cadê o capitão do Cruzeiro para colar o jogo todo no ouvido do Árbitro?
Enfim… Vale a pena enfatizar. Não credito – de modo algum – a derrota ao Adílson. Com 2 a menos e com esse juíz, o Pelé podia estar em campo que nada mudaria, mas ficam ai algumas perguntas que me vieram na cabeça para refletirmos juntos.
Hoje realmente foi um jogo duro de engolir. Depois de tudo que passamos para assistir ao jogo, uma vez que o SporTV irresponsávelmente não transmitiu a partida, merecíamos sorte melhor.
Fica aqui o registro de que a Sampa Azul, mais uma vez, marcou presença.
Agora é focar os próximos jogos, atropelar Colo-Colo e Dep. Itália.
E não esqueçam, jogadores e torcedores do Vélez. Teremos o jogo de volta em um campo de verdade. Aqui eu quero ver o quanto vocês são bons.


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Misto quente

Com foco na Libertadores, em especial na duríssima parada contra o Vélez na Argentina, Adílson escalou um mistão para enfrentar o Vila Nova, no Mineirão, neste último sábado.

Depois da última experiência com um time totalmente reserva diante o Ipatinga, o treinador “engrossou o caldo” da equipe com a presença de alguns titulares e a equipe azul prevaleceu em campo. Em um jogo sem muito brilho técnico devido ao forte calor que não deu descanso para as 2 equipes, o primeiro tempo acabou com um 2×1 favorável ao Cruzeiro.
No segundo tempo, Adílson temperou o misto com mais 2 titulares (T. Ribeiro e M. paraná) e a equipe ganhou mais volume, garantindo 4×2 como marcador final. W. Paulista, Bernardo, T. Ribeiro e Jonathan anotaram os tentos celestes.
Agora, se o mistão satisfez a torcida e manteve o tabu contra o Vila, a receita contra o Vélez tem que ser bem mais encorpada. Sugiro uma equipe de tropeiros, raçudos e determinados, com aquela pimenta marvada que todo mineiro gosta… Tudo para causar um “Velezstrés” daqueles na equipe argentina, enquanto saboreamos uma primeira votória fora de casa nesta LA.
Tomara!