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Fábio, o sobrenatural

Diz o ditado: rapadura é doce, mas não é mole. Assim também foi a vitória do Cruzeiro hoje.

Para quem quer ser campeão, vencer em casa é obrigação num campeonato onde todo jogo é final. Porém, antes de vencer, é preciso ter gana e organização para tanto.

Com os desfalques de Henrique, P. Rocha e Rodriguinho, Mano colocou Cabral e Thiago Neves em campo. O argentino não joga há tempos e TN10 atua mais adiantado que Rodriguinho. O resultado foi um buraco no meio que forçou a Raposa a ficar ‘punhetando’ a bola com toquinhos de lado em boa parte do jogo. Dodô, que eu acho bom lateral, oferece menos ofensividade que o Egídio, enquanto Edílson demorou a sair mais para o ataque.

Sem pressa e sem medo, o Ceará veio para cima e teve as chances mais perigosas ao seu favor. Uma bola desviada quase entrou logo no início do jogo. E não fosse mais uma defesa de pênalti do Fábio, começaríamos a partida em desvantagem. Pouco depois, mais uma ótima intervenção do arqueiro celeste,

Dois ‘offs’ sobre o pênalti: com a nova regra, toda bola na mão é falta, independente se intenção. E como esse VAR demora, gente! Quebra o clima do jogo. Não entendo o porque disso, uma vez que na Copa não era assim. PQP!

Aparentemente, Mano localizou o corpo do David no banco, quando M. Gabriel saiu lesionado. E o camisa 11 foi mais participativo que o companheiro, mas não foi suficiente. Algumas boas chances pelo lado azul estiveram no seus pés, enquanto a mais perigosa foi uma bola na trave em chute de Edílson. Apesar de um volume maior no final da etapa inicial, o jogo acabou empatado no primeiro tempo.

Precisando vencer, a Raposa veio marcando o adversário em cima. A orientação clara do Mano era tentar a todo custo fazer o gol. O que aconteceu logo aos 4 minutos, depois que David tabelou com Robinho, que chutou para defesa de Diogo Silva. No rebote, Thiago Neves abriu o placar, comemorando o lance com muita emoção.

Depois do gol, o Cruzeiro passou a controlar a partida. Ficou tão confortável que relaxou a ponto de deixar o Ceará botar pressão no fim do jogo. Cabral, medonho no jogo hoje, deu lugar a Lucas Silva. E TN10 saiu para a entrada de Jadson, também conhecido como Bruno Silva, modelo 2019.

Não fosse as intervenções sobrenaturais do goleiro Fábio, não teríamos vencido a partida. Aos 27, defesa incrível na cabeçada de Ricardo Bueno. Aos 43, depois de tomar uma bola na trave, Fábio agarra o rebote de Bergson, em outra defesa inacreditável.

Sério… o Fábio não é deste mundo. Aos 38 anos, é com sobras o melhor goleiro do Brasil na atualidade. (Como deve ser difícil a vida de torcedor que não gosta dele… rs).

Sobrendo mais do que deveria, o Cruzeiro resistiu até o apito final do árbitro e levou seus primeiros 3 pontos no campeonato.

Fábio foi gigante. David, melhorou o time. Robinho cortou um dobrado, jogando pelo meio quando precisou, ainda quando o Thiago estava em campo. Feiz demais pelo gol do Thiago, que ainda deve sua melhor forma. Cabral não aproveitou sua chance e Dodô vê a sombra do Egídio crescer.

Vitória indispensável.

Vamos Cruzeiro!

(Por E.M.)

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